Vivendo com Epilepsia

by - quarta-feira, março 06, 2024

 


Oi, pessoal! Hoje, quero compartilhar com vocês um pouco da minha história pessoal e como tenho lidado com a epilepsia.

Desde os meus seis anos de idade, a epilepsia tem sido uma doença constante na minha vida. Ela se manifesta de uma forma única, ainda mais por ela ser uma epilepsia focal.

A epilepsia focal, anteriormente conhecida como epilepsia parcial, é um tipo de epilepsia que começa em uma área específica do cérebro. Ao contrário da epilepsia generalizada, que afeta todo o cérebro de maneira simultânea, a epilepsia focal se origina em um ponto focal ou em uma rede de neurônios em uma região particular do cérebro.

A epilepsia que possuo ela é classificada como Epilepsia focal com consciência preservada (anteriormente conhecida como epilepsia parcial simples): Neste tipo, o paciente permanece consciente durante o evento epiléptico. Os sintomas podem variar amplamente, dependendo da área do cérebro afetada. Eles podem incluir sensações anormais, movimentos involuntários, alterações na percepção sensorial, como visões, cheiros ou sons estranhos, ou emoções intensas, entre outros.

Só que no meu caso por eu ter uma fissura do lado direito no meu cérebro, faz com que essas crises acabe sendo muito constantes mesmo com todos os medicamentos, que no total são 7. Incluído as de ansiedade que adquiri ao decorrer disso tudo.

  • Carbamazepina
  • Depakote ER
  • Lamotrigina
  • Urbanil
  • Nortripilina
  • Pregabalina
  • escitalopram
  • Rivotril


Quando criança, eu me via confusa e muito assustada com as convulsões. Não entendia o que estava acontecendo comigo e por que meu corpo reagia dessa maneira. Os olhares curiosos e preocupados das pessoas ao meu redor só aumentavam a minha sensação de isolamento e incompreensão.

Conforme fui crescendo, aprendi a lidar com os desafios impostos pela epilepsia. No entanto, mesmo com o passar dos anos, ainda há momentos em que me sinto impotente diante dela. É como se estivesse preso em um ciclo interminável de incertezas e limitações.

Por ainda as crises serem constantes e serem sem controle isso atrapalha muito sim a minha vida, principalmente se for a vida profissional, pois é que quando estou no trabalho acontece de atacar e eu fico muito vulnerável, até por que por ter essa fissura faz com que em algumas situações eu passo o dia inteiro com a crise, e isso me prejudica tanto que eu estou pelo auxilio doença, sendo que para muitos eu deveria estar aposentada. Mas a epilepsia não é uma doença que valha possuir uma aposentadoria, sendo que já faz anos que sempre estou indo ao INSS pelo mesmo motivo.

Eu sou uma pessoa que vive somente em casa, por causa das crises frequentes eu não posso sair sozinha e com isso meu convívio social se resume somente a membros familiares. E sempre estou com medo, nervosa e ansiosa por que sempre vem de uma forma diferente e me faz não ter paz.

Quem me olha pelas redes sociais acha que sou um mulher de 29 anos muito bem de saúde, mas na verdade não passo de uma mulher de 29 anos presa em uma bolha com medo de qualquer momento a crise aparecer.

Hoje na data da publicação desse post, eu estou de frente ao computador escrevendo isso, mas com sintomas das crises convulsivas ativas desde cedo. Esse post é mais um desabafo do que somente falar que possuo epilepsia.

Apesar de tudo que passo nessa vida eu sou uma pessoa com sonhos, paixões e aspirações, e estou determinada a não deixar que essa condição me impeça de alcançar meus objetivos. Mesmo com as limitações que ela me opõem.

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